quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Justiça de Deus vs Justiça dos Homens

Introdução

Será que Deus pensa como eu? Será que o que é justo para Deus é o que eu acho justo? E o que eu acho injusto? Será que Deus também acha injusto? São perguntas como esta que me fez começar a tentar entender o que é esta Justiça de Deus, e tentar comparar com a nossa Justiça, a Justiça dos homens. 



Mateus 5.6
6
 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; 



Hoje, apesar de não ter o completo entendimento da Justiça, busco aprender um pouco mais sobre este assunto, já que ele é tratado de forma tão importante na bíblia. Os momentos que me faz mais pensar no assunto é quando eu vejo alguém questionando a Deus, muitas às vezes sou eu mesmo quem o questiona, na minha fragilidade.  Porque isto aconteceu Deus? Porque o Senhor permite que isto aconteça? Porque logo comigo? É justo isso? É justo aquilo?

São perguntas que parecem expor uma diferente visão da realidade. A minha visão limitada. E a visão de Deus, soberana.


Questionamentos comuns

Vamos ver alguns exemplos práticos que ouço por aí:
  • Porque aquele terremoto matou tanta gente inocente? 
  • É justo alguém que recebe tão pouco ainda ter que pagar tantos impostos? 
  • É justo para quem está em adultério perante Deus, e já formou outra família a tantos anos, com tantos filhos, ter que se separar e viver sozinho até que o cônjuge morra? 
  • É justo que o homem seja a cabeça da casa mesmo que a mulher seja uma administradora fiel ao Senhor de muitos anos e o homem for um iletrado? 
  • É justo me submeter a um patrão que só quer saber de subir de carreira com os esforços dos outros e que é injusto com os subordinados?

É justo isso? e aquilo? Um Deus de amor pode fazer isto? (engraçado, ninguém nunca pergunta "Um Deus de justiça pode permitir isto?")
E na palavra de Deus vemos que as respostas dadas nem sempre são as que nos agradam.

Problema do Homem

Isso acontece porque queremos julgar as coisas com nossa justiça, e não a de Deus.

Assim como é descrito em Romanos 10.3
3
Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus.


Exemplo de Jó

Antes de explicar como é que eu estou entendendo a justiça de Deus (eu ainda estou aprendendo na verdade), gostaria de falar um pouco sobre Jó.

Jó passou por este mesmo dilema: Era um homem justo perante Deus, reto, íntegro, e ainda teve de sofrer tudo que ele sofreu (perder bens, filhos, esposa, saúde...). Aos nossos olhos fracos e limitados que grande injustiça não? É claro que quando lemos a palavra, sabemos que Deus tava querendo provar para Satanás como era Jó. Mas quando nos deparamos com situações bem menores, não é isso que pensamos.

Percebi que para a nossa mente humana, pequena e limitada, o que Jó sofreu foi uma injustiça. Como um Deus que tem tanto amor, pode permitir que coisas tão terríveis aconteçam? Racionalmente falando, depois que um cristão conhece a história de Jó, ele não deveria pensar mais assim... Mas, na prática, vejo o contrário. Mesmo conhecendo a história de Jó, quando acontecem coisas bem menores em nossas vidas, ou quando conhecemos o nível de santidade e obediência que Deus espera de nós, somos os primeiros a questionar Deus.

Creio que a história de Jó já é bem conhecida, não quero ser repetitivo. Mas quero ressaltar no final do Livro, quando Deus começa a falar com Jó. Deus lança uma série; sério mesmo, uma grande série de perguntas, que só Deus era apto a responder. Como por exemplo:

Jó 38.(Vários)
4
Onde estavas tu, quando eu fundava a terra?
8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre;
9 Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa?
16 Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?
18 Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto
28 A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
30 Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela.
31 Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Orion?
32 Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?

Eu coloquei algumas perguntinhas, mas são várias!! Mas eu poderia tentar resumir estas perguntas com: “Quem é você Jó para definir o que é justo ou injusto perante mim? Você uma simples criatura quer saber o que é justo ou injusto perante o criador?”

E é claro, que depois de ouvir os questionamentos que Deus fizera a Jó, ele entendeu bem o que era isso.

Jo 40.4-5
4
Eis que sou vil [sem valor]; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca.
5 Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.
Ou seja, Senhor, eu não sou nada diante de ti, falei demais.  Jó racionalmente entendeu  o recado. Quem era ele para questionar Deus? Nada.

Mesmo assim o Senhor continua a perguntá-lo:

Jo 40.8
8
Porventura também tornarás tu vão o meu juízo, ou tu me condenarás, para te justificares?


Nossa! Que pergunta. Todas as vezes que nós questionarmos a Deus, deveríamos nos lembrar desta pergunta. Será que temos a inteligência, o poder, a sabedoria, o conhecimento, a glória, a força, o domínio, para tornar o juízo de Deus vão, e a nossa justiça correta?

"Porventura também tornarás tu vão o meu juízo, ou tu me condenarás, para te justificares?"

Imagino que Jó teve esta mesma revelação, tanto que depois ele foi além da simples compreensão racional, ele se quebrantou completamente, teve um coração completamente contrito.

Vejamos como ficou Jó:

Jo 42.2-6
2
Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.
3 Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia.
4 Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.
5 Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.
6 Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.


Esta é uma revelação muito forte! Jó se dobra diante de Deus e entende realmente em que lugar ele está diante de Deus. Jó vai além da vergonha de questionar Deus, ele praticamente se condena (me abomino) que sendo nada achou ser alguma coisa.

"Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza"

Justiça dos Homens

Esta é a justiça dos homens, a nossa justiça! Nós, humanos, somos assim, não reconhecemos o nosso lugar na criação, queremos tornar a justiça de Deus vã. Queremos julgar Deus. Isto é uma característica que vem de Adão, do pecado que ainda habita em nós. É um dos sentimentos mais satânicos que podemos ter.

Se prestarmos atenção este é o sentimento completamente ao contrário de Cristo.

Nós não somos nada, e nos julgamos como sendo alguma coisa. Cristo fez o contrário, Ele era Deus e se fez nada por nós.

Filipenses 2.5-8
5
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
(Ele era Deus, mas não se apegou a isto)
7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; (
se tornou como uma criatura)
8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
(e mesmo se humilhando tanto, tornando-se um homem, humilhou-se até aos homens e foi obediente até a morte)

Quanta discrepância entre este sentimento que houve em Cristo se comparando ao nosso sentimento, o sentimento que Jó se abominou.

Talvez se este texto fosse escrito por alguém que vive um euvangelho do reino, imagino que seria algo parecido com:

Narcisenses 2.5-8
5
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também a todo descendente de Adão
6 Que não sendo Deus, quis ser igual a Deus, e a isto se apegou
7 A si mesmo se exaltou, tornando-se independente de Deus, querendo tonar-se tão glorioso como Deus
8 E nesta forma auto-exaltada, julgou a justiça de Deus e quis torná-la vã, por isso a desobedeceu enquanto viveu, e vida sem cruz.


Pode parecer cruel quando lemos e fazemos um paralelo com o texto de Filipenses, mas muitas vezes nossas atitudes revelam o mesmo raciocínio e sentimento da fictícia “Carta aos Narcisenses

Vamos ver na prática algumas desta atitudes que ilustram nosso interior narcisense.

Exemplos práticos:

Vou citar alguns exemplos comuns que eu já vi. Se você não consegue identificar pecado em algum destes textos, então nada do que foi dito aqui é para você.

Veja se você também conhece algum destes casos:

Um adolescente, jovem que se diz cristão, não consegue se conter sexualmente. E diz: “Eu não tenho como me conter, já que meus hormônios estão a flor da pele. E outra... Deus é amor e quer a minha felicidade e não que eu fique triste. Foi ele quem me fez com estes hormônios, ele não seria justo se realmente não permitisse que eu pudesse usufruir de toda a minha sexualidade.” Não estou condenando quem já pecou, errar é uma coisa, mas querer justificar um pecado com uma alegação destas é colocar as indagações de Jó no chinelo.

Um pai de família, se ver sem dinheiro, então ele pensa: “Eu recebo tão pouco, mal dá para eu comer... Esse ano vou colocar alguns dados falsos aqui no site da receita (mentira), porque não é justo pagar esta quantidade de impostos absurda. Eu pago tantos impostos e não recebo nada em troca do governo. Deus não seria justo se ele quisesse que eu não alimentasse minha família para dar dinheiro ao governo.”

Um casal, que está civilmente casado, mas diante de Deus não estão casados ( por causa de relações sexuais ilícitas – incesto ou um dos cônjuges já era casado) e já estão a anos juntos e tem filhos. Então eles pensam: “É justo ter que ‘acabar’ com esta ‘família’ (que vive em adultério) para que todos vivam como santos?” Na verdade, para Deus nunca houve um casamento neste caso. Um dos cônjuges pode dizer: “Mas meu casamento anterior era uma tortura. Deus não quer que eu volte àquela tristeza, Ele quer a minha felicidade.”

Já vi gente justificando assim: “Neste caso a cura é pior que a doença”. Oh, que pena! O pior de tudo é que Deus não aceita os doentes, ele só quer os curados, Jesus veio para curá-los! Se você não aceita a cura de Cristo, então você rejeita tudo que Ele fez, sua morte na cruz, seu esvaziamento... tudo!  Já pensou se Deus pensasse assim? “Não vou mandar meu filho não, a cura para esta humanidade perdida é pior que a doença. Matar meu filho num madeiro como maldito é muito pesado”. Pois é. Deus é radical! Seja radical você também.

Outro caso:

“Meu chefe só pensa na carreira dele, ele usa todos os meus esforços e feitos como se fosse dele. Fala mal de mim, para ele eu sou só um degrau para que ele possa pisar e subir de cargo. Deus seria muito injusto se quisesse que eu obedecesse e me sujeitasse a este chefe, que só quer aparecer, por isso eu não o obedeço. (Romanos 13.1-2)”

“Paulo é muito machista para dizer que a mulher deve ser submissa ao marido. Queria ver ele dizer isto com o marido que eu tenho. Deus seria muito injusto para colocar o homem como cabeça do lar assim como Cristo é a cabeça da Igreja.”

Muitos cristãos já entenderam que não estão debaixo da lei. Ótimo! Muitos entendem que estão debaixo da graça de Cristo. Melhor ainda! Mas eles querem com esta verdade, justificar suas obras bizarras e esquecem tudo que Jesus nos ensinou e viveu.

Ensinamentos de Cristo

O que Jesus nos ensinou (alguns exemplos):
  • Que se o sal não salgar, para nada mais presta;
  • Que a nossa justiça tem que exceder e muito a dos escribas e fariseus;
  • Que quem se encolerizar sem motivo, será réu de juízo;
  • Que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela;
  • Que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação (porneia), faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério;
  • Que o vosso falar seja: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna;
  • Que se alguém te bater na face direita, oferece também a esquerda
  • Que se alguém te tirar a capa, dá também a túnica
  • Que se alguém te obrigar a andar uma milha, ande duas
  • Que devemos amar nossos inimigos (olha um exemplo de como sua justiça pode exceder a dos escribas...)
  • Que devemos obedecer as autoridades, sem se importar se ela é boazinha ou má. É autoridade? Então é para ser obedecida! Jesus ensinou isto na prática. E Paulo nos lembrou em Romanos 13.1-2 (Veja que não há condição para que esta autoridade esteja certa, ou tenha boa índole)
  • Que devemos amar ao seu próximo como Cristo nos amou. (E como foi que Cristo me amou mesmo? Entregou a vida dele por mim!)
  • Que devemos amar a Deus acima de todas as coisas, inclusive de nós mesmos (Quem não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo).
Enfim... São ensinamentos que vão muito além do que está na lei, são ensinamentos que Jesus viveu e que os apóstolos viveram, e que nós deveremos viver também.

Padrão de Deus

É... Este é o padrão que nosso Deus quer de nós. Mas ele não nos deixa só. O Espírito Santo habita dentro de nós para nos capacitar a fazer todos os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos. Por causa desta capacitação que a habitação do Espírito Santo dá, é que estes ensinos não eram cobrados dos profetas que vieram antes de Cristo, eles não tinham o Espírito Santo dentro de si para guiá-los e capacitá-los, fortalecê-los.

Mateus 5.48
48
Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.


Muita gente usa a própria felicidade para barganhar alguma coisa com Deus. Mas as promessas de Deus não são para a nossa felicidade aqui na terra. Jesus não nos prometeu a felicidade terrena. Na verdade Jesus disse que quem quiser ganhar a vida aqui, vai perdê-la, mas quem perder a vida por amor a ele, salvará sua própria vida (Mateus 16.25). Aqui teremos aflições mas temos que ter bom ânimo para enfrentá-los, porque temos paz com Ele (João 16.33). Mas devemos sim nos alegrar e ter esperança com nossa pátria celestial, criada para nós, guardada para nós... (Hebreus 11)

2 Timóteo 4.8
8
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

Olha qual era a esperança dos profetas: A cidade que Deus preparou para nós!

Hebreus 11.10
10
Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.


Quem espera muita alegria aqui neste mundo... sinto desapontá-los... se este for realmente o seu objetivo de vida, provavelmente seu objetivo será frustrado. Você pode achar então que eu sou infeliz, não é mesmo? Na verdade não! Eu sou feliz, muito feliz. Mas este não é meu objetivo de vida, meu objetivo é ser igual a Jesus (por isto o nome discípulo). Jesus não fez a própria vontade, ele foi obediente até a morte! A comida e a bebida dEle era fazer a vontade do Pai. A cada dia tento me alegrar em fazer a vontade do Pai. Porque esperar alguma alegria deste mundo? até porque o mundo inteiro (inteirinho) jaz o maligno.

Hebreus 11.16
16
Mas agora desejam uma [pátria] melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.


Justiça de Deus

A Justiça de Deus é mais ou menos assim:

Deus vê uma raça perdida, a própria criatura que ele fez o rejeita, todos pecaram e destituídos estão de sua glória, um povo corrupto, com mau caráter, cheio de pecados... e Ele pega o seu filho, santo, perfeito, sem mácula, e oferece como sacrifício vivo. Esta injustiça é que Deus chama de justiça.

Um justo (inocente) pagando pelos injustos (condenados). O criador pagando a penitência da criatura. Nós que erramos, mas Jesus foi quem “pagou o pato”. Nós pecamos, e ele que levou os nossos pecados sobre si. Nós que éramos devedores, mas Jesus nos justificou.

E para entendermos o amor e justiça enorme que Deus tem, em Isaías diz que Ele agradou moer seu próprio filho. Deus não se agradaria em moer seu próprio filho por nada. O amor dEle por esta raça perdida é tão grande, que tendo Ele que fazer esta injustiça consigo mesmo, que Ele chamou de justiça, Ele se alegrou.

Deus chama a injustiça que Ele fez consigo mesmo de justiça.

Isaías 53.5-7,9-11
5
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
6 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
9 E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.
11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si

Agora eu pergunto:

Era justo Cristo morrer por nós? 
É justo um inocente levar sobre si a pena de um condenado? 
Era justo morrer num madeiro como um maldito? 
É justo um pai dar seu filho inocente para perdoar pessoas que nem ligavam para Ele? 
Foi justo viver 33 anos sendo perseguido, humilhado, agredido, testado, pelas mesmas pessoas que Ele, viveu, morreu, se esvaziou de sua glória eterna?
É justo ter a vida eterna sem merecimento? Só pela graça de Cristo? É justo? 
É justo ser perdoado por tudo de errado pelo que você fez, sem fazer nada de mais? Sem pagar nenhuma penitência?

Pois, esta é a Justiça de Deus.

Minha oração

Meu Senhor (meu Rei) me ajude a ser agradável a Ti. Ajude-me a compreender sua grandeza, e a minha “pequenitude”. Revele-me tudo sobre seu esvaziamento, o seu sacrifício, sua morte na cruz e sua exaltação. Perdoe-me por todas as vezes que eu me julguei ser alguém, que eu não compreendi o quanto eu sou insignificante ao me comparar contigo, perdoa-me quando eu tive a estupidez de duvidar de alguma coisa da Tua palavra. Coloca meus olhos e minha esperança na minha verdadeira pátria, me faça como forasteiro aqui nesta Terra. Capacite-me a ser igual ao Senhor, a ter o mesmo sentimento que o Senhor teve quando estava aqui na Terra. Ensine-me como abominar tudo que há em mim, assim como Jó se abominou ao questioná-Lo. Faça de mim, completamente dependente de Ti. Amém!

Textos sobre a Justiça de Deus

Alguns textos edificantes sobre a Justiça de Deus x Justiça dos Homens

2 Coríntios 5.21
21
Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.


Mateus 5.10
10 Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;

Mateus 6.33
33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Mateus 5.20
20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

2 Timóteo 3.16
16 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;

Romanos 5.17-18
17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.

Conclusão

Como falei no início,  eu não tenho o pleno conhecimento da justiça de Deus, mas me alegro com o pouquinho que já aprendi.  Dúvidas, sugestões, correções e comentários seriam bem vindos.

4 comentários:

Karlos Rimet disse...

Paul Fischer.... kkkkkkk, que cosia ridicula, ninguem esta nem aí pra quem é vc, ainda mais usando paul Fischer.... mané

Karlos Rimet disse...

Paul Fischer.... kkkkkkk, que cosia ridicula, ninguem esta nem aí pra quem é vc, ainda mais usando paul Fischer.... mané

Karlos Rimet disse...

Paul Fischer.... kkkkkkk, que cosia ridicula, ninguem esta nem aí pra quem é vc, ainda mais usando paul Fischer.... mané

Carlos Henrique Eugenio Lima disse...

Muito bom seu post sobre a justiça de Deus. Obrigado. Que Deus seja glorificado!

Postar um comentário